segunda-feira, julho 16, 2007

Por Opinião Contrária - Via B




Consensualmente a Comissão Politica do CDS-PP-Póvoa tem, de entre as linhas de acção estratégica, uma que traçou e que vai procurar manter, enquanto o seu “status” politico lhe permitir – fazer uma oposição construtiva, isto é, intervindo em oposição, mas discordando seja na generalidade, seja na especialidade de matérias que possam trazer algum interesse politico local.
Não outorgamos qualquer contrato de trégua politica com o executivo camarário, mas também não alinhámos pela arte de maldizer.
Em resultado dessa atitude, estamos pois, na posição confortável para, em conformidade com aquilo que vimos de dizer que a propagandeada via B, inaugurada no dia de S. Pedro, não nos agrada de especial modo.
Se tal via pretendia optimizar as saídas da cidade para Sul, o executivo não equacionou o problema devidamente. Nós faríamos melhor enquanto partido político.
A chamada via B, deveria, e nós não fomos ouvidos sequer, nem nos foi dado a conhecer o projecto, ser uma via pensada para o futuro, ou seja, deveria ter sido uma via de ligação do tipo - circular com zonas de aceso fácil e rápido e não serpenteando, aqui e ali só com rotundas a alterar o sinuoso traçado.
Se tal via pretendia ser aquilo que é, e portanto visando apenas, não optimizar uma via de escoamento rápido e de acesso a Sul, então o executivo camarário terá de ser penalizado por isso, uma vez que a referida via, que só num pequeno troço tem 2 faixas em cada sentido, deveria ter zonas pedonais, porque assim sendo, não é uma verdadeira via B, mas sim mais uma rua.
Nós somos de visão mais prática. Teríamos feito duas vias de trânsito com quatro faixas, menos serpenteada, com abordagem aos acessos através de rotundas, mas uma verdadeira via alternativa às actuais, mas de escoamento do tráfego para as saídas, numa palavra, uma via com uma visão mais futurista.
Uma obra deste nível teria que ser pensada nesses termos. Hoje, os governantes nacionais e locais devem pensar numa visão mais alargada e prática em determinadas situações-tipo.
Sem prejuízo do facto estar consumado de estar melhor do que o que é era, ousamos dizer, com segurança de que poderia ser muito melhor.

Jorge Meira

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